Roberto Gonçalves

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"

Textos



Major Brigadeiro do Ar Délio Jardim de Mattos
 
  Não foi à toa, não, não foi em vão, que Deus deu ao Brasil esta forma geográfica de um coração. Até bem pouco tempo, cardiopatias graves afastavam a saúde e o exercício das funções normais de nossa Pátria.
  O bloqueio das distâncias imensas obstruia do sagrado órgão, impedindo que o sangue do progresso circulasse livremente pelos aurículos e ventrículos do organismo nacional. Foi preciso que um governo realmente competente, cujos propósitos visassem de fato à recuperação da vida nacional em toda a sua plenitude, diagnosticasse com realismo os males que ameaçavam de morte o centro vital de nossa terra, e, com uma cirurgia corajosa e integrada, abrisse caminho através dos tecidos inertes e quiça doentes, levando a cada uma das fibras do grande coração o sangue do desenvolvimento.
  Sim, a História registrará um dia um dia, ao se referir ao governo atual, que ele foi, antes e acim de tudo, um governo de cirurgia nacional, visando à plena circulação do progresso por todos os quadrantes do território nacional. Que outra coisa poderíamos dizer, ao contemplarmos as estradas que rasgam de sul a norte, de leste a oeste, a própria carne de nossa terra, como se fossem outras tantas artérias liberadas para a grande circulação de nossas riquezas humanas e materiais? Que outra coisa poderíamos dizer, ao compulsarmos estas leis, seja as de integração social, seja as que regulam a integração de recursos para a grande obra educacional, seja as da própria integração de nossos gloriosas forças armadas? Válvulas que se desobstruem, paredes mortas que se renovam, compartimentos estanques que se fazem intercomunicantes. E, quando assistimos, há poucos dias, diretamente transmitida do extremo Norte, a um espetáculo de fé, como as solenidades do Círio de Nossa Senhora de Nazaré, pareceu-nos viver um sonho ! Mil vezes bendita a mãe que soube ligar num laço de integração tão real  e tão viva a alma de nosso irmão da Amazonia distante à alma do seu irmão do Sul.
  E, nós da Aeronáutica, que temos a honra de participar de corpo e alma nesta obra de integração nacional; nós compreendemos, talvez melhor do ninguém, a imensidão da tarefa realizada pelo atual governo. Sim: sobrevoando há tantos anos  as distâncias colossais, as florestas e as montanhas, os desertos  sem fim de no hinterland, vimos com olhos tristes e alma confrangidas, como nossa Pátria, apesar dos laços de amor e de civismo indestrutíveis, era como um arquipélago células vivas num grande organismo inerte. So um milagre da Providência Divina poderia salvar da decomposição final esse conglomerado exângue, percorrido apenas pela pobre linfa de nossos aviões escassos. Foi quando vimos surgir o milagre: o bisturi do governo revolucionário, abrindo de fora a fora a incisão libertadora da Transamazônicam, o corte fenomenal do Tronco Sul, inidos a centenas de outros  e às maravilhasas cirurgias do Mobral e de inúmeras outras obras de enlaçamento nacional. 
  Por tudo isso, e sobretudo pelo fato de nos sentirmos nós da Aeronáutica, profundamente ligados a esta obra imensa, queremos dar a estas solenidades da Semana da Asa um sentido de regozijo e orgulho pelas explendidas realizações do governo revolucionário no terreno da integração nacional.
  Que adiantaria, porém, salvar o Brasil, torná-lo um orgnismo econômicamente sadio políticamente hidigo e forte, tecnicamente na plenitude de seu desenvolvimento, se o brasileiro continuasse doente? Se espiritualmente, se moralmente não estivesse à altura do progresso material de sua terra?
   O senhor Presidente da República, em recente discurso, manifestou justamente a sua preocupação  a respeito, determinando providências concretas para a valorização e salvação do homem, em consonância com o desenvolvimento técnico, econômico e social de nossa terra.
  Plenamente consciente de que o progresso existe para o homem e não homem para o progresso, a Aeronáutia sempre visou, acima de tudo e antes de tudo,  a promoção humana, jamais se descurando de aplainar os possívies desníveis entre o desenvolvimento técnico e a elevação do homem. Tal tem sido justamente a tarefa do Comfap, e, de modo especial, de V.Exa. Sr. Major-Brigadeiro. Integralizar esforços e recursos, tal tem sido, em resumo, a linha marcante do trabalho do senhor a frente deste Comando. Profundamente entrosado  com o contexto total de ação de nosso Ministério, V.Exa. bem cedo nos conscientizou, a todos nós, da necessidade de que o nosso trabalho estivesse à altura da importância capital  da obra que realizamos.
   Seja pelo estímulo dado  pelo luminoso exemplo, seja pela assistência permanente e efetivam, seja pelo apôio e solidariedade sempre demosnstradas, V. Exa. tem sido para cada um de nós, que temos a honra de servir sob o seu comando, mais do que um chefe capaz e dinâmico, um amigo sincero e - por que não dizêlo? - um verdadeiro pai.
  Ao ensejo das comemoções da Semana da Asa, quando contemplamos, do alto desta solenidade, o esplêndido panorama da integração nacional, não pedemos deixar de pensar no esforço ingente daqueles que estão doando os seus próprios corações para o transplant4e revilitalizador  do coração do Brasil.
  Na pesoa de V.Exa, Senhor Major-Brigadeiro, nós queremos, junto a este altar sagrado, homenagear a todos os gloriosos elementos da Força Aérea Brasileira que, no passado e no presnte, oferecem o seu sangue e o seu suor para a grande transfusão de vida ao coraçã de sua Pátria.
         José Cesário Gonçalves
        Coronel Capelão da FAB

 
Coronel Capelão José Cesário Gonçalves
Enviado por Beto da Montanha em 20/07/2017
Alterado em 23/07/2017
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