Roberto Gonçalves

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"

Textos


                                     Memória

1) Função do Memória:

 
     a) No sentido lato da palavra, a memória signfica a influência que o passado exerce no presente. Esta memória pertence a tdos os sêres vivos, porque todo o seu vivo se acha subemetido a processos evolutivos, nos quais o estado anterior prepara o estado seguinte. Por isso, o presente de um ser vivo sofre sempre a influêcia do passado, mediante disposições, os hábitos adquridos, etc.
      b) No sentido próprio, a memória desgina uma função particular graças à qual o ser dotado de vida psíquica reconhece as coisas que anteriormente conheceu. Mas este reconhecimento exige que o ato mental realizado em outra época tenha sido fixado ao sujeito e conservado. Além disso, no momento em que reaparece na consciência o ato mental fixado e conservado, é preciso que o sujeito a conserere únicamente naquilo que lhe constitui a realidade absoluta, mas também naquilo que o localiza no passado. Quem se detivesse a contemplá-lo na sua realidade absoluta, praticaria um ato de imaginação ou de intelecção, mas não de memória. Para ter um ato de memória é preciso aprender o ato evocado em sua relação com o passado. Assim, podemos dizer que a função da memória é fixar, reter, evocaçar e reconhecer impressões ou acontecimentos passados;

2)  Processos Minemônicos:

      a) Fixação:

I - Condições fisiológicas: A memória, sem ser uma função puramente cerebral, sofre influêncica orgânica. A atividade da coirculação, a riqueza do sangue, a força da excitação, favorecem-na. As doenças da memória revelam que esta depende, em grande parte, do cérebro. Há doenças em que dessaparece a memória, a perda do nomes e das cores. Sob o império de uma emoção, escapam-nos as lembranças; em outras circusntâncias voltam-nos sem o queremos.Esses caprichos aparentes são causados pelo estado do órgão que lhes serve de instrumento.

II - Condições psicológicas: Abel Rey enuncia as seguintes leis gerais:
    
        
1} Intensidade do estado primitivo: Quanto mais intensamente o estado primário se manifestar no corpo da consciência, tanto melhor e mais duradouro ele se fixará na memória.

2)  Clareza e distinção do estado primitivo: Quanto mais claro e distintto for o estado primário, tanto melhor e mais duradouramente se fixará memória. 

3) Duração do estado primitivo: Quanto mais o estado primário se houver prolongado, tanto melhor e mais duradouramente se fixxará. 

4) Repetição: Quanto mais se reproduzir um estado, mais firme se tornará a fixação.

5) Atenção: A fixação da lembrança está na razão direta da atenção que suscitou o estado primário e, por consequência, do interesse que o acompanhou;

6) Associação de ideias: A fixação dos fatos primários será tanto maior, quanto mais estes fatos entrarem no ciclo das preferências individuais e se relacionarem com outras lembranças.

     B) Conservação:

     Segundo muitos piscólogo, os atos psíquicos, uma vez vividos pelo sujeito, permanecem nele e sob a forma de atos inconscientes. Segunto Siwek, esta teoria não passa de um preconceito herdado da psicológica emírica e afirma que, de nossas sensações, de nossas percepções, de nossos pensamentos, etc, anteriores, restam, não atos e sim certas disposições, certos hábitos. Maudsley, Willima James e outros psicólogos admitem a memória como um hábito cerébral, complexo de vias nervosas e de coordenação de vidas nervosas. A natureza e a localização dessas vias nervosas não foram ainda determinadas. De um modo geral, podemos dizer que a conservação dos atos psíquicos pela memória depende das mesmas condições que já apontamos acima para a fixação.

     C) Evocação:

        Setundo Riboulet, a evicalção explica-se pela associação de ideais. Distinguimos a evocação espontânea e a evocação voluntária. Para Lévesque, o papel da vontade é somente indireto, pois apenas faculta o aparecimento de uma ideia já formada, cercando-a de pontos de referência. 

      D) Reconhecimento:

      O reconhecimento como vimos, e a função primordial da memória. É um ato complexo que, além da recordação do ato passado, envolve também a percepção do tempo. Se, por uma coisa ou outra, faltar esta percepção, teremos uma simples imagem ou ima ideia, mas não haverá recordação. 

3) Tipos de Memória:

  a) Memória sensível: é a memória das imagens, das coisas concretas.Há várias variedades: memória das cores, dos sons, do gosto, etc. Em geral, dinstinguem-se  três tipos de memória sensitiva: 1) memória visual, 2) memória auditiva e 3) memória motora. Um tipo nçao exclui o outro. Em muitas pessoas encontramo-las em perfeito equilíbrio e constituem o que se chama tipo normal.

  b) Memória  intelecual: é a memória da ideias, das abstrações.

 c) Memória afetiva: A lembrança de um fato pode rememorar as emoções que o acompanham. Relebrando, por exemplo, de uma pessoa, lembrama-nos dos sentimentos, etc, que estiveram ligados ao seu conhecimento.

4) Patologia da Memória:
 
    A atividade da memória está sujeita a distúrbios, que transparecem nos esquecimentos de caráter mórbido, nas perturbações das lembranças, ou na exaltação das funções da memória. As doenças da memória são conhecidas como AMINÉSIAS. São fenômenos mórbidos que consistem na perda ou enfraquecimento da capacidade de lembrar. Nos casos de idiotia ou imbecilidade congênita, principalmente, ocorre a "amnésia de fixação": O indivíduo é incapaz de adquirir lemhrablas, Esta amnésia de fixxação ocorre também com relação aos velhos, às pessoas em estado de intensa fadiga, aos doentes nervosos, às pessoas vitimadas por intoxicação orgância ou acometidas de choques emotivos muito intensos. Existe também a "amnéis de evocação": Consiste na incapacidade de evocacar fatos anteriormentes fixados. 

   As AMNÉSIAS costumam ser classificadas em:

a) Amnésia geral: A pessoa torna-se incapaz de recordar o passado. Esquecer por completo a sua existência anterior. São casos extremamente raros.

b) Amnésia parcial: Perda de certas categorias de imagens ou lembranças, como, por exemplo, as recordações de período da vida, os nomes próprios, os númros, etc. À memória parcial pertecem as seguintes perturbações:

    a) Afasia: perda da capacidade de falar, apesar de intatos os órgãos da fornação. Pode ser: motora - impossibilidade de expressar-se, ou sensorial - incpacidade de entender as palavras que lhe são dirigidas. 

    b) Agrafia: esquecimento do mecanismo da escrita, apesar de conservar normalmente a capacidade de movimentar as mãos. 

     c) Agnosia: perda das capacidades musicais. 
 
     d) Amusia: perda das capacidades musicais.

   c) Surdez verbal: perda da capacidade de compreender as palavras. 

C) Amnéia temporária? á aquela em que a pessoa, depois de algum tempo, recupera a memória que havia perdido. 

D) Amnésia periódica: é a perda de memória que se dá de tempos em tempos

E) Amnésia progressiva: A memória vai desaparecendo gradualmente, a partir das lembranças mais recentes. 

   Hypermenésia ou Hipermnésia é uma superexcitação ou exaltação da memória. Lembranças esquecidas de há muito voltam à mente com grande nitidez. Aparece nos casos de febre alta, no hipnotismo, na histéria, nas intoxiações pelo álcooel ou pelo ópio, nas emoções muito violentas, como no caso das pessoas que se encontram na iminência de perecer em desastre ou por enforcamento, ou por afogamnento. 

   Paramnésia - o que caracteriza o fenômeno da paramnésia é a associação do presente e do passado no mesmo instante de duração; ou melhor, é o encontro no mesmo ato psíquico da impressão do presente com a impressão do passado. A paramnésia não é apenas a impressão do presente com a impressão do passado. A paramnésia não é apenas a impressão de uma semelhança e sim da repetição pura e simples de um ato psíquico. Às vezes acompanhoa-o uma imprressão de previsão.

5) Experimentos de Hermann Ebbybggaus:

   O trabalho pioneiro da análise e da medição da memória e da aprendizagem foi levado a efeito por Ebbinghaus, na segunda metade do século XIX. Para evitar a interferência de qualquer apredizagem anterior, a que fatalmente aconteceria no caso da ingestigação material já conhecida, Ebbinhaus reuniu sílabas que não possuiam sentido, isto é, sílabas compostas de duas consoantes e uma vogal, mas sem significação na língua vernácula, como, por exemplo, bap, jut, tol, etc. Usando esse material, Ebbinghaus comprovou, por exemplo, que o tempo e o esforço gastos na aprendizagem de uma sílaba depende do tamanho da lista destas palavras. Quando aprendeu uma lista que continha 12 sílabas sem sentido, o tempo gasto para cada uma destas foi de 6 a 8 segundos e devia aquela ser repetida somente 17 vezes. A lista de 24 sílabas exigiu, para cada sílaba, 17,6 segundos, e 44 repetições. E no caso da lista de 36 sílabas, o tempo médio para cada uma foi de 22 segundos, necessitando de 55 repetições. 
   Vi-se também que o método de memorização influiu na retenção. Conseguiu melhor resultado quando as repetições não foram efetuadas inisterruptamente, mas sim distribuídas em certos intervalos de tempo. 
     Verificou igualmente que o esquecimento segue um ritmo, uma curva característica. Cessadas as repetições necessárias para a aprendizagem, em pouco tempo houve uma queda abrupta na retenção do material aprendido. Depois, porém, a queda diminui, conservando-se quase sem modificação, nos dias ulteriores, aproximadamente 4O% do material. A chamada "curva de Ebbinghauss" mostra a curva da retenção das sílabas sem sentido, após lapsos de tempo variáveis.

 
Roberto Gonçalves
Escritor


Bibliografia:

– Krech, D. e Crutchfield, R. S. - "Elementos de Psicologia" - Ed. Pioneira - S.P., 1966
– Nayrac, Paul - "Manual de Psicologia" - Ed. Flamboyant. S.P, 1967.
– Woodworth, R.S. e Marquis, D.G - "Psicologia" - Cia Ed. Nacional - S.P, 1967
– Ferraz, J. de S. - "Psicologia Humana" - Ed. Saraiva - SP, 1959
– Riboulet. L. - "Manual de Psicológia aplicada à Educação - Ed. F.T.D. - SP, 1950
– Fröbes. J. - SJ - !Psycohologia Experimentalis" - Ed. Gegoriana - Roma, 1937
– Garret, H.E. - "Grandes Experimentos da Psicologia" - Cia Ed. Nacional, SP, 1959
– Siwek, Paulo - "Psicologia Experimental" Ed. Anchieta, SP, 1949
– A.B. - "Memória e Aprendizagem" - in Encilopédia Barsa - 9 vol.

 


           













 


 
RG
Enviado por RG em 23/11/2013
Alterado em 05/10/2017
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