Roberto Gonçalves

"Tudo vale a pena quando a alma não é pequena"

Textos


Maternidade e paternidade, responsável
 
  Nós refletimos na última vez, sobre o otimismo e o pessimismo. Vocês se lembram?
   O otimismo que anda lado a lado com as forças poderosas do pensamnto positivo, que nos levam ao sucesso, a conquista e a felicidade. E o pessimismo que infelizmente nos aprisiona, nos faz sofrer e sofrer aos outros.
   Como introdução, vamos falar um pouco sobre a responsabilidade no seu sentido mais geral, ou seja, a responsabilidade que cada um de nós tem como seres humanos. 
   Quando falamos de responsabilidade, logo nos vem à mente a noção de lei. O que é a lei? Alguém aqui sabe o que Lei? Vamos pensar numa árvore com dois galhos apenas. No primeiro galho, nós teríamos a lei moral, que é a que existe em nosso coração, e não necessita de ser escrita. Sabemos, instintivamente, o que é bom e o que é mau. Todas as pessoa normais sabem. Ela nos diz que não devemos maltratar os filhos, os animais, os seres vivos; que não devemos manter relações sexuais com nossos filhos, parentes, (incesto) etc. 
   No segundo galho está a lei escrita, a lei dos homens e dos tribunais. Quem mata, rouba é condenado, preso. Podemos dizer, então, que a lei existe para que exista ordem nas relações entre as pessoas. Sem ela o mundo seria uma verdadeira confusão. A lei foi criada para que o nosso direito, o seu direito seja respeitado. Ela é feita de direitos e deveres. Quando o nosso filho nasce, nós vamos ao cartório e o registramos, não é? Nós o registramos para que fique claro, provado para todos que aquela criança que acabou de nascer é nosso filho. Ao construirmos uma casa, procuramos protegê-la, cercando-a e registrando-a em nosso nome. Durante toda a nossa vida seremos obrigados a mostrar, sempre, a nossa identidade. As cidades grandes têm também as leis de trânsito com os seus sinais luminosos  -reguladores de trânsito. Atravessamos a rua quando o sinal se abre para nós, e paramos quando se fecha e abre para os automóveis. Desrespeitando o sinal, corremos o risco de ser atropelados e morrer.
   Esta é a noção básica da lei. A responsabilidade está ligada a lei. Vimos, então, que existe uma responsabilidade moral e uma responsabilidade legal, escrita. 
   Quando assumi o compromisso de vir aqui, todos os sábados, num horário certo e determinado, cadastrando as pessoas mais necessitadas, trazendo a palavra e o alimento, faça sol ou chuva, assumi com vocês uma responsabilidade moral. Ninguém me obrigou a isso. A generosidade é que me mostrou o caminho e os meios a seguir. Vocês entenderam?
   E a responsabilidade legal, o que é?
  Entre outras, é a responsabilidade que assumimos com o nosso patrão, empregado. Se somos empregados, temos o direito de receber o salário combinado, de sermos honestos, assíduos, cumpridores de horário, e trabalhar com dedicação para o crescimento da empresa e de nosso próprio bem-estar e felicidade temporal. 
   Se somos patrão, temos a responsabilidade de pagar em dia o salário dos funcionários. Cumprir e fazer respeitar os direitos trabalhistas do empregado. Promover os bons funcionários, e, infelizmente, dispensar os maus. 
  Agora entramos no tema de nossa reflexão – maternidade e paternidade, responsável, que é e deve ser a base de tudo quanto foi dito. Vejam bem: por menor e humilde que seja uma casa, nós devemos edificá-la e construi-la sobre uma base sólida. firme, para que as paredes não caiam e seja carregada pela chuva. Essa casa humilde ou pequena irá abrigar a família: pai, mãe, filhos. Humilde ou pequena, não importa, ela estará acolhendo as esperanças, os sonhos, sofrimentos e alegrias de cada morador. Assim como as paredes e o alicerce devem ser firmes, seguidos de planejamento e responsabilidade na sua construção, assim deve ser também toda e qualquer iniciativa na construção da família. A família é mais importante do que a casa, mas na casa habita a família, e se ela não é feita com responsabilidade, põe em risco a vida da família. 
   A família é o lugar onde cada um nasce, cresce, se educa, amadurece, se faz gente e cristão. Na família, absorvemos as primeiras ideias. Elaboramos os primeiros projetos. Forjamos, como ferro em brasa, as primeiras atitudes e escolhemos os primeiros valores. Na família se forma a personalidade e o caráter de cada um de nós. "A família é a escola de humanidade mais rica e mais completa: onde ela faltar, dificilmente será suprida". Cabe aos pais, primeiros educadores, criar um ambiente animado pelo amor, confiança, diálogo, testemunho, respeito e liberdade que ajude os filhos a crescer com personalidade forte e equilibrada. Não devemos nos deixar enganar por uma sociedade que nos obriga a ser aquilo que não queremos ser. Por exemplo: a TV nos mostra, com seus programas, muitas vezes, um mundo irreal, "maravilhoso", fantástico, que existe somente na imaginação de uns poucos. As novelas, quase sempre, exibem a decadência dos valores humanos: sexo, traição, adultério, crime, droga, assassinatos. Tudo isso que devemos eliminar de nossas mentes porque é imprestável, nada constrói, e leva, quase sempre, a destruição de nossas vidas. 
   Uma atitude coerente, honesta dos pais educa mais do que longos sermões. A criança assimila mais os comportamentos do que as ideias. Portanto, o que realmente educa é a participação dos pais na vida dos filhos, o relacionameto entre eles e suas atitudes. 
   Sabemos, entretanto, que a luta pela sobrevivência nem sempre nos permite as atitudes mais corretas em relação à tarefa de educar os filhs, e agir como cidadãos responsáveis. Muitas vezes, pai e mãe trabalham fora de casa, e os filhs menores ficam cuidados de outras pessoas. Muitas vezes o casal está desempregado, o filho doente e a panela vazia. São atitudes que independe da nossa vontade, mas que a fé em Deus é certamente um amparo superior a qualquer outra coisa. 
   Não devemos nos esquecer nunca que é na família que se alicerça o progresso de uma educação verdadeira. É aí que o filho é, primeiramente, querido, amado, acolhido, conhecido e valorizado. 
   Falamos da responsabilidade de se construir uma casa, sólida, firme, que não caia. Agora, vamos lembrar da responsabilidade de se construir uma família e de seu planejamento.
  Alguém aqui pediu para nascer? Eu não pedi. Basta somente essa indagação para começarmos a pensar na grande responsabilidade da maternidade e da paternidade.
  Até os pássaros e os bichos têm enorme responsabilidade diante da maternidade e paternidade. O ninho é preparado dia após dia, com todo o carinho e cuidado e muito sacrifício na sua construção. Escolhe-se um lugar seguro e protegido. Alguém já viu?
   E nós seres humanos, o que fazemos? Qual é a responsabilidade de mãe e pai?
Algumas responsabilidades da mulher
1 – A mulher deve ter em mente que o seu corpo é um templo e nele será gerada uma vida, dom de Deus, o seu filho.
2 – A mulher deve saber que o seu corpo tem de estar sadio para geração de seu filho. É indispensável que se procure o médico para os exames necessários (pré-natal).
3 – A mulher que não deseja engravidar deve tomar os cuidados necessários: preservativos, abstinencia sexual, etc.
4 – A mulher não deve esquecer nunca de preservar o seu corpo das doenças sexualmente transmissíveis: doenças venéreas, aids, e tantas outras perigosas e graves, que também matam. Exigir sempre do seu parceiro responsabilidade moral. 
5 – A mulher casada deve, juntamente com seu marido ou companheiro, planejar o nascimento dos filhos, ou seja, quais são as suas posses e quantos filhos podem ter e educar. 

Agumas rresponsabilades do homem:
1 – Isento da responsabilidade de gerar a vida, que a participação do homem não seja apenas a do prazer e do gozo, mas do carinho e do amor.
2 – Que o homem respeite a sua mulher, companheira, e não a trate apenas como instrumento de prazer.
3 – Não somente a mulher deve fazer o pré-natal, mas também o homem deve submeter-se ao exame médico necessário. Seu corpo, como o da mulher, deve estar preparado para a concepção de seu filho.
4 – Caso o homem engravide uma mulher, e não deseja com ela se casar, que ele tenha a responsabilidade de reconhecer como seu o filho, e não se finja de morto, escapando das obrigações de pai.
   Que os pais, enfim, saibam educar os filhos com amor, confiança, diálogo, respeito e liberdade, com fé e testemunho de filhos de Deus; que os pais saibam se ajoelhar e rezar com os filhos.Que os pais jamais maltratem os seus filhos, as suas crianças, com castigos desumanos e violentos. Se assim o fizerem, estarão cometendo um ato indígno e covarde, e formando seres desajustados, medrosos, sem autoconfiança e violentos Não terão jamais o respeito dos filhos, mas o medo. 
   A lista é grande e somente o amor saberá, pela vida afora, preenchê-la adequadamente.
   E que Deus nos proteja sempre !
 
Roberto Gonçalves
Escritor

– Palestra proferida na cidade de Santa Lúzia, região metropolitana de Belo Horizonte, na Igreja do bairro São Cosme. 
   
RG
Enviado por RG em 05/01/2014
Alterado em 24/11/2019
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